Lançado em novembro de 2005, o Google Analytics é utilizado por cerca de 49,95% dos 1.000.000 de sites mais acessados do mundo.

Embora haja várias discussões sobre o impacto em termos de velocidade de carregamento que o GA pode causar, em dezembro de 2009, o Google introduziu o código JavaScript assíncrono para reduzir o risco de retardar o carregamento de páginas marcadas com o script ga.js.

Recentemente, o Google introduziu uma nova abordagem para o GA. Com o Data Studio, Big Query e todas as soluções do Google Platform combinadas, o Google Analytics não é mais uma mera ferramenta de medição e relatório, mas um “Mega coletor de pontos de dados”. Explico, cada evento é tido como ponto de dado, algo já presente nas versões anteriores do GA, no entanto, o GA4 foi desenvolvido para dar mais flexibilidade e enfase na coleta dados através de eventos, o que possibilita capturar dados de diferentes dispositivos, e até mesmo de locais não antes pensados, como pontos de venda físico, entre outros. Ou seja, com menos linhas de códigos é possível medir (sem brincadeiras) quantos cafés sua máquina está fazendo por dia e qual o tipo.

Neste artigo, não abordaremos todos os novos recursos do Analytics, porque ele muda diariamente. No entanto, existem várias diferenças importantes entre o GA4 e as versões antigas que definitivamente não podem ser ignoradas.

1 – DISPOSITIVOS

Uma nova arquitetura nos permite instalar coletores de ponto de dados em diferentes domínios e dispositivos. A proposta nos bastidores é combinar informações recebidas de diferentes locais, e armazená-las em uma interface única de relatório.

Além disto, o Google agora conta com o Google Analytics para Firebase.
Existe também um SDK para IOS e Android, bem como uma biblioteca javascript.

Como as visualizações de páginas, a taxa de rejeição, scroll down, não se encaixam perfeitamente no rastreamento de aplicativos móveis, o GA4 enfatiza o uso de eventos, em vez do coletor Gtag genérico.


2 – MODELO DE DADOS

Um aplicativo móvel produz dados completamente diferentes de um site. Então, o GA4 traz um novo conceito de abstração onde visualizações de página, transações, interações sociais podem ser “transformados” em eventos. O uso combinado com a versão anterior do GA ainda nos parece o mais apropriado para esse propósito.

Como os eventos podem ser qualquer coisa, você pode enviar quaisquer dados que desejar. Além disso, você pode enviar dados extras como valores, como geolocalização, atributos específicos e assim por diante.

Posteriormente, você pode, através desses valores, filtrar segmentos em seu estágio de análise.

Em outras palavras, você pode combinar dados diferentes (multi domínio, multi device) e compará-los entre si.

O planejamento é, portanto, uma parte crucial do trabalho com o GA4. Não é possível contar com relatório “plug and play”, criados automaticamente.

3 – NOVAS VISÕES – GA4 – Faz menos suposições “automáticas” e nos leva a mais personalizações.

O GA tem muitas maneiras de responder às perguntas que você possa ter sobre o seu negócio. No entanto, agora, como um evento pode ser qualquer coisa, pode ser mais difícil para a ferramenta fazer qualquer tipo de suposição de quais dados e contextos agregam valor para você. Portanto, você pode esperar menos relatórios padrão, gerados automaticamente no GA4.

Agora, em vez de trabalhar com gráficos predefinidos, você pode consultar seus dados de uma forma muito flexível.

O GA está mudando um pouco seu foco, para oferecer uma interface com menos de relatórios no estilo “plug and play”, onde você simplesmente visualizar seus dados, para se tornar uma plataforma DIY (Faça você mesmo).

O GA4, também oferece uma alternativa para ferramentas como o Microsoft Power BI, uma vez que nos permite integrar dados entre o GA e o Google Big Query, que é a solução de data warehouse do Google.

4 – NOVA PERSPECTIVA.

O modelo de dados simplificado permite que seja mais flexível as formas como as informações são enviadas para a ferramenta.

O GA tem menos “opinião” sobre qual dispositivo ou negócio estamos rastreando.

Isso abre um novo mundo de personalizações, cada negócio terá uma configuração diferente, com diferentes pontos de coleta de eventos e diferentes contextos de análise baseado em seus próprios KPIs.

Em linhas gerais o novo GA4, utiliza como base algo não exatamente novo, os eventos. Porém, com uma enfaze nova na abstração de como e onde se coletam os dados. Também “transfere” (de uma maneira produtiva e positiva) a responsabilidade pela personalização dos relatórios e combinação de dados, para o usuário, ao invés de fazer assumpções do que gera valor para o negócio.